Livro “Um Caminho para Todos” / Book “A Camino for All”

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capa

Livro: “Um Caminho para Todos – Diário de uma Peregrina no Caminho de Santiago

Quando leio algo relacionado com o Caminho de Santiago (ou outros “caminhos”), partilho a opinião neste espaço. Neste caso, por não haver distanciamento suficiente sobre este livro, deixo o convite a quem o pretenda fazer.

O livro, em si, nunca foi um objectivo ou um sonho. No entanto, urgia uma vontade de partilhar esta experiência vivida ao longo da Via de la Plata e do Caminho Sanabrês, por ter sido tão rica e determinante na minha vida. Assim, comecei por escrever no blog e, mais tarde, por sugestão de amigos, passar o testemunho para versão papel. Foi uma aprendizagem e um percurso incrível, muitas vezes solitário, embora amparada por uma “equipa” inestimável.
Olhar para o livro é reencontrar não só todos aqueles com quem caminhei fisicamente, mas também todos os amigos que colaboraram neste projecto, tornando-o ainda mais especial.

Quando pensava que o meu trabalho estava feito e o livro seguiria o seu próprio caminho, vem outro desafio, o de o apresentar. Rejeitei até ter de me render às evidências.

A angústia prevaleceu nos dias antecessores ao evento… se escrever não é a minha praia, falar muito menos. O autor do prefácio refere que a autora, eu, “Não pretende apresentar uma imagem perfeita de si, nem se deixa dominar pelo medo de ser julgada.” Era bom que assim fosse… esse é um trilho ainda longo a ter de percorrer. Mas sim, adepta e cada vez mais determinada a “what you see is what you get”, por só assim me fazer sentido.

Infelizmente, o caminho não é linear e na parte da preparação para o “grande dia”, resolvi arranjar uma vestimenta e um calçado mais apropriados para a ocasião, assim como outros detalhes. Aos poucos, porque não é o meu estilo do dia-a-dia, deixei de me sentir eu. Na véspera, pedi aos rapazes de casa que opinassem entre os vários modelos, sem confessar o que ía no espírito. Optaram pelo mais desportista, para minha alegria! Uma última opinião foi pedida à pequena Inês, de 7 anos e o seu veredicto foi decisivo “Luísa, pareces uma peregrina”.

Faltava, no entanto, algo: partilhar toda esta vivência com quem fazia tão parte deste projecto quanto eu. Tinha recebido mensagens de apoio do Pepe, Frank, Krystyna e Heike (“personagens” do livro), que à distância torciam e esperavam o feedback final do dia. Mas ainda precisava de ouvir as vozes do Gordon e do Antonio, compinchas de muitos quilómetros e condições adversas. O Antonio foi o último e 10 minutos antes de começar a sessão, quando desliguei o telefone de lágrima ao canto do olho, estava (mais) preparada para enfrentar a sala composta e a missão de passar a mensagem.

E (agora que já passou) ainda bem que assim foi. Uma oportunidade de reunir amigos e familiares que fazem parte do meu percurso de Vida; de conhecer novos futuros peregrinos e interessados no tema; de partilhar o espaço com dois oradores que me fizeram sentir amparada e que (para minha surpresa e alegria), desde o primeiro momento, aceitaram fazer parte deste caminho.

Todo este percurso feito faz-me cada vez mais sentido porque cada vez mais partilhado!
GRATA por TUDO!

Como adquirir: aqui


Sinopse

“Diário e reflexões ao longo do Caminho de Santiago: de Sevilha a Santiago de Compostela
Via de la Plata e Caminho Sanabrês
42 dias, 1000 Km

(…) As vivências ao longo da Via de la Plata e do Caminho Sanabrês, não se esgotam nestas linhas partilhadas: há coisas que são indizíveis, outras que ficam com quem as viveu e outras ainda que só se compreendem quando as vivenciamos.
Deixo o testemunho da minha visão dos acontecimentos com a certeza de que se o relato for realizado por algum dos meus companheiros de viagem, coexistirão histórias com versões diversas. Afinal, são tantos os Caminhos quanto o número de peregrinos que os percorrem!
Partilho o bom e o menos bom, as alegrias, os receios, as dificuldades e os presentes inesperados, sem romancear os factos. Se decido partilhar as minhas vivências, tem como único objectivo testemunhar de que este pode ser, verdadeiramente, UM CAMINHO PARA TODOS! (…)”

Agradecimentos, um Caminho nunca se faz sozinho: 
– Livro: Paulo, Helena e João (os pilares), Bruno Antunes (foto de capa); Vicente Spínola (design da capa); Iván Jiménez (mapa); Mafalda Ramos e Cecília Sousa (revisão); Dieter White Pereira (tradutor EN), Pe. Giselo Andrade (prefácio).

– Apresentação do Livro: Pe. Giselo Andrade (orador e logística), Eng. Miguel Silva Gouveia (orador), Sérgio Nóbrega (cartaz/convite), Carolina Caldeira (Coach), João, Tânia e Bruno (logística), Graça Freitas (contactos), Maria João Freitas (tartes de Santiago), Frank Garcia (vídeo).

Outros livros sobre o Caminho de Santiago:
– “Um Caminho para Todos – Diário de uma Peregrina no Caminho de Santiago“, de Luísa Sousa
– “GPS do Peregrino
– “Olhares de um Peregrino no Caminho de Santiago”, de Luís Ferreira e Nuno Sousa
– “Caminho do Amor“, de Alexandre Narciso e Anabela Narciso
– “O Caminho se Faz Caminhando“, de Vanessa Omena
– “I’m Off Then: Losing and Finding Myself on the Camino de Santiago”, de Hape Kerkeling
– “Alguma Dor Cura a Alma”, de Carlos Ferreira
– “Santiago Santiago – Caminho de Santos, Cavaleiros, Heróis e Vilões”, de Hans Aebli

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EN

Book: “A Camino for All – Diary of a pilgrim in the Camino de Santiago

Translation in progress

To buy: here 

“Diary and afterthoughts from the Camino de Santiago: Seville to Santiago de Compostela
The Via de la Plata and the Camino Sanabrés
42 days, 1000 km

(…) The feelings experienced while travelling the Via de la Plata and the Camino Sanabrés do not expire within these few shared lines: some feelings are inexpressible; some things remain with those who lived them, and there are others yet that can only truly be understood when experienced in person.
I disclose my testimony on events with the certainty that if told by any of my fellow pilgrims, different accounts will appear. After all, there are as many Caminos as pilgrims on them!
I convey both the good and the bad, the joys, the fears, the hardships and unexpected gifts, without romanticizing the facts. I choose to share my story and bear witness, to testify that this can truly be, A CAMINO FOR ALL! (…)”

Other books about the Camino de Santiago:
– “A Camino for All – Diary of a pilgrim in the Camino de Santiago“, de Luísa Sousa
– “GPS do Peregrino
– “Olhares de um Peregrino no Caminho de Santiago”, de Luís Ferreira e Nuno Sousa
– “Caminho do Amor“, de Alexandre Narciso e Anabela Narciso
– “O Caminho se Faz Caminhando“, de Vanessa Omena
– “I’m Off Then: Losing and Finding Myself on the Camino de Santiago”, de Hape Kerkeling
– “Alguma Dor Cura a Alma”, de Carlos Ferreira
– “Santiago Santiago – Caminho de Santos, Cavaleiros, Heróis e Vilões”, de Hans Aebli

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4 thoughts on “Livro “Um Caminho para Todos” / Book “A Camino for All”

  1. Tive o enorme privilégio de ler em primeira mão o livro. “Um Caminho para todos” é um poderoso testemunho contado na primeira pessoa e com um olhar de apuradíssima sensibilidade humana e estética sobre a experiência milenar do Caminho de Santiago, ajustando-se de forma genuína aos desafios e interrogações dos tempos modernos.
    O melhor elogio que poderei fazer a esta obra é o de me ter prendido à leitura da primeira à última página de forma quase ininterrupta.
    Se as expetativas já eram grandes, o quadro final superou-as largamente. O livro tem ritmo, adota uma escrita fácil mas muito cuidada, tem detalhe, tem tensão, emociona com muitas pequenas histórias e consegue o melhor de dois mundos acrescentando pontualmente informação certeira numa espécie de Guia avançado do Caminho de Santiago.
    O leitor com facilidade torna-se companheiro de viagem da Luísa desde o sul de Espanha até Santiago de Compostela, vibrando com toda a sua vivência.
    A protagonista não se refugia no conforto fácil das palavras para omitir as dificuldades, sejam as bolhas dos pés, as dores, as dúvidas, o cansaço, os conflitos internos ou interpessoais e todo o conjunto de fragilidades próprias de quem se expõe a uma experiência que é dura e desafiante mas profundamente enriquecedora. No final tudo faz sentido e a publicação enquadra-se perfeitamente na necessidade quase compulsiva de partilha da experiência que o Caminho sempre propõe. Como diria alguém, “Happiness is only real when shared”
    Remetendo para um ambiente quase intemporal, muitas conclusões são deixadas para o leitor mas com incontáveis pistas de reflexão. Para quem já percorreu o Caminho de Santiago, é uma leitura deliciosa que assenta como uma luva; para quem nunca o fez é uma valiosa fonte de inspiração.
    Numa época em que o tom da discussão sobre a massificação do Caminho de Santiago tem aumentado de volume, este é um excelente exemplo da “mudança de paradigma” a que se refere a autora que pode e deve ser feita individualmente, na abordagem desta extraordinária experiência do Caminho de Compostela e que acima de tudo, como bem documenta o livro, se assume essencialmente como um Caminho de pessoas.
    Parabéns Luisa! Como tantas vezes dizes no livro: “Que maravilha!”

    • Luís, ainda à procura das palavras.. está difícil!
      “No final tudo faz sentido e a publicação enquadra-se perfeitamente na necessidade quase compulsiva de partilha da experiência que o Caminho sempre propõe.” Nem mais! :)
      Obrigadão!! :)
      Beijinho

  2. Numa ensolarada tarde de Janeiro de 2017 sentei-me no meu sofá, no Porto, para ir até Sevilla de carro e daí começar a peregrinar a Santiago, primeiro pelo Via de La Plata e depois pelo caminho Sanabres, nesse distante, mas que se fez tão perto, Maio de 2014.

    Nem sabia ao que ia, eu que levo anos de convívio com pessoas aficcionadas (se é que se pode aplicar o termo) ao Caminho de Santiago. Para mim a Via da Prata ida de Sevilla a Santiago e estava tudo certinho. Pois fiquei a saber que estava redondamente enganada e que nem começa nem acaba onde eu pensava.Também achava que a Via da Prata era seca, seca, ainda mais seca do que o caminho Francês, lá para o meio daquele planalto árido, para os lados de Pamplona. Também achava errado. Obviamente que a questão não é eu estar errada, isso por aqui chama-se segunda feira, mas sim como pude eu continuar errada nestes dois últimos anos?

    Esta foi a quarta vez que vivi este caminho. A primeira foi durante a preparação que acompanhei, não propriamente a par e passo, mas com proximidade suficiente para ir metendo o bedelho da minha grande, e muito atrevida ignorância, a dar palpites. A segunda foi durante o próprio caminho. Tu caminhavas e eu acordava de manhã e dizia “olha vou-lhe mandar uma sms, a ver como anda”. A terceira foi no regresso do caminho. Em toda a partilha que fizeste, nos relatos pequenos, de coisas tão grandes, que escolheste ir contando à medida que te ocorriam, à medida que fazia para ti sentido contá-los, à medida que a distância física e temporal te permitia arrumá-los dentro de ti, te permitia arrumá-los dentro dos outros.
    A quarta vez foi agora ao ler o livro que escreveste com o teu caminho. Foram páginas que te saíram da alma. Mesmo quando quiseste ser vaga, deixar em aberto, contextualizar sem especificar. Era a tua voz que eu lia, mas era o teu olhar que eu via a materializar-se à minha frente.

    O que fará com que eu oiça melhor as palavras escritas do que as faladas, permanece para mim um mistério. Mas verificou-se agora, como já antes se tinha verificado. Este caminho transformou-se diante de mim, e a ideia que eu tinha da tua peregrinação alterou-se. Deixei que me guiasses pelos kms e pelas terras, mas também deixei que me guiasses até àquele parque onde foste dar uma volta.

    Quando voltei ao meu sofá o sol já se tinha posto, na verdade quase já era o dia seguinte. E eu deixei-me estar aninhada, agora numa mantinha, de livro na mão, a olhar a capa e o horizonte que essa capa mostra, e a deixar que a felicidade de ter caminhado tanto, e vivido ainda mais, me invadisse. E era magnífico poder partilhá-lo contigo!

  3. Engane-se quem está à espera de um livro de turismo….

    Aliás o melhor é mesmo começar a ler sem esperar nada, confesso que não foi isso que me aconteceu, quando comecei já levava uma elevada dose de motivação…

    O livro é mesmo o espelho da alma de quem o escreveu. Estipulei ler uma etapa por dia para acabar no dia de Natal….ah ah ah também não aconteceu, acabei bem antes!

    As palavras envolvem-me e fazem-me, não tão poucas vezes sentir aquele cansaço, aquela lágrima que teima em galgar o rosto! Este livro mostra o que é o caminho… as pessoas e, sobretudo o que o caminho faz em nós… como se refletem essas pessoas no nosso dia-a-dia, em mim, em ti….

    Numa escrita viva e claramente cativante, vamos percorrendo (no meu caso foi correndo) essas pessoas (caminho) …e no final fica-se com um nó na garganta por não saber como cativar esses momentos para que sejam eternos… a Luísa tem essa resposta! Assim como todos os que sentiram na pele a lama… o vento…a brisa… a roupa a secar… as conversas… no fundo quem viveu alguma vez um caminho!

    Obrigada pela coragem de partilhar esse teu, agora nosso caminho! Parabéns!

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