Camino Sanabrés: 42. Bandeira – Santiago de Compostela. Dia apoteótico / Apotheotic day

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Etapa 42: Bandeira – Santiago de Compostela (33,8 km)

À hora marcada o despertador vibra, são 3 horas da madrugada. Na verdade, quase não precisaria de colocar o alerta, a noite foi mal dormida dada a ansiedade. Levanto-me, levo a mochila e a roupa preparada de véspera para a cozinha, no anexo separado e, tranquilamente, preparo-me para sair. A esta hora está uma aragem fresca, algumas núvens no céu e chuviscos. Para não correr o risco de ter de parar a meio do caminho, coloco logo o poncho, avanço para a porta de saída e respiro fundo. É mesmo isto que quero? Depois de fechar a porta, não há como voltar a entrar.

A ideia (de jerico) que se vinha formando desde que parei em Castro Dozón era tentar fazer o maior número de quilómetros possível, se o corpo assim o permitisse, para voltar a apanhar os rapazes, mesmo que fosse em Santiago. Desde que desse para me despedir decentemente do Gordon, já seria perfeito. As hipóteses foram várias, como apanhar um autocarro até onde eles estavam e fazer a última parte com eles ou ir directamente para Santiago, esperá-los e, no dia seguinte, voltar para trás e percorrer a pé o que estava em falta. Nada disto me agradava, pois a partir do momento em que colocasse os pés em Santiago seria necessária uma motivação extra para voltar atrás, ainda que fossem poucos quilómetros. Assim sendo, só me restava caminhar, dar o meu melhor, esperar que o corpo correspondesse e que Alguém lá por cima me desse uma ajuda extra. Desde logo assumi que chegaria a Santiago no dia 4 de Junho, mesmo que já fosse de noite (o Gordon parte dia 5 a meio da manhã), mas quando ontem recebo a notícia de que eles pararam mais cedo, em Ponte Ulla, pensei que afinal poderia alcançá-los antes de Compostela e fazer uma surpresa (ou não!). Tinham-me dito que iriam começar o dia um pouco mais tarde, por volta das 7h30, o que pelas minhas contas, pelos quilómetros que tinha de percorrer e com as minhas condicionantes físicas, teria de sair 3h30 do albergue. É este o plano para o início de dia.

Fecho a porta do albergue e sigo as setas, em menos de cinco minutos a iluminação de Bandeira diminui drasticamente conforme me vou afastando do centro até que fica tudo completamente às escuras. Ops, não me tinha lembrado deste pormenor, a Nacional não é iluminada de noite! Paciência, se já estou aqui, agora continuo em frente! Numa fracção de segundos surgem todo o tipo de notícias que vemos diariamente na TV, mas afasto todo esse negativismo.

A parte inicial é tranquila, os olhos adaptam-se à escuridão total apenas cortada pela luz da lanterna, que não tendo sido escolhida para situações como esta, é algo limitada. Quando se aproxima algum camião, coloco a luz intermitente, mas não há perigo, o trânsito é quase nulo e nalgumas partes o passeio lateral tem espaço suficiente para caminhar. Ainda assim, normalmente vou a meio da faixa, pois começo a ouvir ruídos entre a vegetação. Não sei que animais nocturnos por ali andam, que ao meu passar se escondem, mas para não ser surpreendida, afasto-me eu deles.

Pretendo seguir sempre pela Nacional até Ponte Ulla, nessa altura já terá amanhecido e poderei voltar ao caminho original, mas com esta iluminação precária, não me aventuro sozinha pelos trilhos, uma seta pouco visível seria suficiente para andar às voltas por muito tempo. Recordo-me de no Caminho Francês, um dos dias também ter começado cedo (não tão cedo), mas estava acompanhada e era noite de lua cheia, o que faz uma diferença enorme. Vou-me perdendo nestas recordações, tenho de me distrair com algo, já que no meio do breu, é tudo igual e monótono. Disse monótono? Falei cedo de mais! Algures no meio da escuridão, uma luz inicialmente ténue vai-se tornando mais forte com a aproximação, parece uma garagem ou armazém e um cão começa desalmadamente a ladrar. Não sei se está preso ou não, nem o vejo, mas a hipótese de que possa não estar é terrífica! Este foi apenas o primeiro, pois a Nacional segue continuamente entre troços sem nada ao redor e travessias de pequenas povoações. Desligo a lanterna, deixo de utilizar os bastões, pois o som atiça mais os cães e tento fazer o mínimo ruído possível, mas o poncho (plástico) só por si já faz ruído suficiente. Caminho com o coração nas mãos, os sentidos todos em alerta, a adrenalina no auge e só tenho como referência algumas placas na estrada com a distância até Santiago.

Por volta das 5h30 vejo um hotel de berma de estrada com muita pinta, bem iluminado e com mesas e cadeiras na esplanada. Está fechado, mas ainda assim aproveito para me sentar e descansar, estas duas horas foram stressantes (já referi que não sou aventureira, não já?) e quero esperar um pouco até amanhecer, o meu pequeno coração não aguenta mais esta emoção. Como não utilizei os bastões e caminhei mais rápido, encontro-me em mau estado. Aproveito para escrever um pouco [é engraçado ler agora o que foi escrito na emoção do momento] e colocar mensagens em dia. Por volta das 6h15 aparece uma carrinha que vem entregar produtos alimentares. Pergunto ao senhor onde estou, a que distância de Ponte Ulla, “A 1 km”, “A sério??”, fico bem animada com a notícia, assim dá-me tempo de esperar que amanheça e ainda chego a tempo de apanhar os rapazes. Ele pergunta-me se quero um donuts, que me sinta à vontade para tirar da caixa, tão simpático! Pouco depois chega a funcionária do Hotel para abrir o bar e quando lhe pergunto onde estou, diz-me que afinal faltam 3km até ao meu primeiro objectivo. Ai, ai… Assim que há um pouco mais de luz, volto a colocar a mochila às costas, mas agora o corpo não reage tão bem ao caminho, tenho de ir mais devagar.

Às 7h30 telefono ao Antoine, não só para desejar bom caminho, mas saber se já estão em marcha ou a tomar o pequeno-almoço. Más notícias, já estã longe, como o relógio biológico já tem a sua própria rotina, apesar de terem programado dormir mais um pouco, não conseguiram e começaram a caminhar às 7h. Desilusão, agora é que não os apanho mesmo! Ao Antonio digo-lhe que estou no seu encalce, mas que pelos vistos, só nos veremos em Compostela.

É certo que o esforço para a surpresa caiu por terra, mas, ainda assim, chegarei hoje e darei um abraço apertadinho àquele que sempre me (e nos) espera. Pensar nesse momento revitaliza-me, Ele e S.Tiago, como seu intermediário, foram os que me cativaram e desafiaram para esta empreitada desde o primeiro momento.

Passo Ponte Ulla e decido continuar até Outeiro pela Nacional, para então depois voltar ao caminho propriamente dito. As pequenas pausas vão aumentando e quando encontro um café, páro para fazer uma pausa longa. Quando pergunto onde estou, já passei Outeiro há 3 km, estou em Lestedo! Assim sendo, agora tenho mesmo de continuar pela Nacional até encontrar novo desvio para o caminho.

Como a surpresa que tinha idealizado já não se realizará, envio uma mensagem, “Dear Gordy, guarda alguma bateria no telemóvel para “a” foto. (…) Buen camino y hasta luego!” Só vê a mensagem mais tarde, quando encontram um bar e não percebendo nada do que escrevi (já que era suposto estar uma etapa atrás), telefona e actualizo as informações. “Onde estás?” “Não sei, mas vejo uma placa na Nacional que diz: Santiago – 12”, “Em frente ao bar onde estamos vejo uma que diz: Santiago – 10. Anda cá ter, esperamos por ti“. A razão dizia-me para ser politicamente correcta e não fazê-los esperar tanto tempo, apesar de serem “só” 2 km, levaria algum tempo a lá chegar, mas não disse nada, desta vez não queria ser racional.

Novo fôlego para caminhar, quando avisto o bar à beira da estrada, um outro peregrino para-me a poucos metros da porta para dizer qualquer coisa, mas não dou muita atenção, embora seja educada. Na porta vejo aparecer o Gordy, “Luisaaaaaa”, tinha-me visto chegar pela janela.  É tão bom estar de novo com os rapazes!! Ficamos ali um bocado, dar tempo para descansar, hoje nem o Antonio tem pressa de seguir caminho. Aliás, o Gordon conta-me que de manhã ele disse “Hoje é o último dia, vamos mais devagar, a etapa é curta, não temos pressa para chegar e também sinto-me um pouco constipado, custa-me a respirar.” O Gordy estranhou, mas desacelerar não era problema. “Agora percebo tudo, era para fazer tempo para que te adiantásses!” :)

Agora que já fiquei mais contente de os rever, aviso que é melhor seguirem o caminho ao seu ritmo, com novo encontro marcado para Santiago, pois não poderei caminhar normalmente. “Depois do que fizeste hoje, vamos contigo até ao fim”. Que saudades de ver aquelas mochilas à minha frente!

Separam-nos apenas 10 km de distância até Santiago e nunca esta curta distância me pareceu tão longa e tão penosa de percorrer, embora as pausas que fomos fazendo e o ritmo lento adoptado.

Estes últimos momentos no caminho são também de reflexão. “Esta é aquela altura em que recordamos todos os que fizeram parte desta experiência”, é mesmo Gordon, é mesmo! Volto a Sevilha, a ansiedade de começar, a incerteza do que poderia acontecer, o calor extremo, o frio, a sede, as mazelas, os jantares, os convívios, as histórias partilhadas, os hospitaleiros, as pessoas das pequenas povoações, os encontros fugazes mas marcantes, as lágrimas, as gargalhadas e os peregrinos, personagens principais desta aventura. Foram tantos e todos com um papel diferente, mas essencial. É tão bom fazer o balanço, sinto-me tão cheia por ter vivido tudo isto, é indiscritível!

A 6 km do fim, à entrada de Angrois, passamos uma ponte sobre as linhas férreas do local do trágico acidente de 24 de Julho de 2013, na véspera do dia de S.Tiago, em que milhares de pessoas rumavam a Compostela para assistirem às celebrações e participarem da festa. É uma data que já tive a felicidade de viver por duas vezes “in loco”, e também nesse ano coloquei a hipótese de me deslocar até Compostela para essa ocasião, o que acabou por não acontecer. As fitas, lembranças, flores e dedicatórias ainda ali bem presentes, não deixam indiferentes quem por ali passa, impossível não parar e pensar em todos os que partiram.

As pernas andam por si próprias, mecanicamente, vemos a Catedral à nossa frente, a alegria de estar a chegar, o alívio de não ter de caminhar mais, a gestão das emoções, é tudo vivido com intensidade, impossível de interiorizar como deve de ser, isso ficará para os próximos dias. Finalmente chegados, a bendita foto! Caramba, o Gordy tinha mesmo razão, chegamos juntos! “It was just a walk in the park.” :)

Primeiro vamos à Oficina do Peregrino, depois procurar alojamento no centro só para hoje e ir à Catedral, tenho encontro marcado com o meu querido S.Tiago, sempre tão paciente à espera! Assistimos à missa do peregrino e pela primeira vez assisto à mesma com o Botafumeiro (incensário de grandes dimensões) em acção. Um momento único!

O resto do dia é passado em câmara lenta. Num pequeno passeio pelo centro encontramos o Alessandro e vamos jantar os quatro, mais uma voltinha, aproveitar os últimos momentos. O dia foi longo, muito longo, quando chego à cama adormeço profundamente e em paz!

Etapas Via de la Plata + Camino Sanabrés

LivroUm Caminho para Todos – Diário de uma peregrina no Caminho de Santiago, Via de la Plata e Camino Sanabrés

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Stage 42: Bandeira – Santiago de Compostela (33,8 km)

(Translation in progress… google translation for now) :\

 To the alarm appointment vibrates, it is 3 o’clock in the morning. In fact, almost no need to place the alert, the night was sleepless due to anxiety. I get up, take the bag and the clothes prepared Eve for the kitchen, separate annex and calmly prepare me to leave. At this hour is a fresh breeze, some clouds in the sky and drizzle. To avoid the risk of having to stop halfway, then put the poncho, advancing to the exit door and take a deep breath. Is that what I want? After closing the door, you can not re-enter.
The idea (the donkey) that had been forming since I stopped in Castro Dozón was trying to do as many kilometers as possible if the body thus allowed it to return to pick up the boys, even if it was in Santiago. Since that to say goodbye decently Gordon, would be perfect. The hypotheses were several, like take a bus to where they were and make the last part with them or go directly to Santiago, expect them and the next day, go back and go walk what was missing. None of this pleased me, because from the moment you set foot in Santiago extra motivation would be required to go back, even if they were few kilometers. Therefore, I could only walk, to do my best, expect the body matched and that Someone up there gave me extra help. Immediately assumed it would come to Santiago on June 4th, even though it was already night (Gordon of 5th mid-morning), but yesterday when I got the news that they have stopped earlier in Ponte Ulla, thought after all could reach them before Compostela and to surprise (or not!). I had been told they would start the day a little later, around 7:30 am, which by my count, the kilometers I had to go and with my physical constraints, would have to leave the hostel 3:30 a.m.. Is this the plan for the beginning of day.
Close the hostel door and follow the arrows in less than five minutes Flag lighting dramatically decreases as me going away from the center until it is completely dark. Oops, I had not remembered this detail, the National is not lit at night! Patience, if I’m already here, now getting on! A second fraction arise all kinds of news we see every day on TV, but turn away all this negativity.
The initial part is quiet, eyes adapt to total darkness cut only by flashlight, which has not been chosen for situations like this, it is rather limited. When approaching a truck, place the flashing light, but there is no danger, traffic is almost nil and in some parts the side walk has enough room to walk. Still, usually I go to the middle of the range because begin to hear noises between vegetation. I do not know that nocturnal animals go through there, that go to my hide, but not to be surprised, I move away me of them.
I intend to go straight to the National Ponte Ulla, then I will have dawned and I can return to the original way, but with this poor lighting, I do not venture alone across the rails a barely visible arrow would be enough to walk grappling for a long time. I remember in the French Way, one day also have started early (not so early), but was monitored and was full moon night, which makes a huge difference. I will get lost in these memories, I have to distract myself with something, since the middle of the pitch, it’s all the same and monotonous. Monotonous say? I spoke too soon! Somewhere in the darkness, an initially faint light is becoming stronger with the approach, it looks like a garage or warehouse and a dog starts barking desalmadamente. I do not know if it is caught or not and see him, but the hypothesis that can not be is terrifying! This was only the first, because the National continually runs between sections with nothing around and small towns crossings. Turn off the flashlight, I leave to use the bats, because the sound stirs up more dogs and try to make as little noise as possible, but the poncho (plastic) alone already makes enough noise. Path with heart in hand, all the senses alert, the adrenaline at its height and I only have to refer some signs on the road with the distance to Santiago.
Around 5:30 am I see a road edge hotel with a lot of paint, bright and with tables and chairs on the terrace. Is closed, but still take the opportunity to sit down and rest, these two hours were stressful (I mentioned that I am not adventurous, have not you?) And want to wait a bit until dawn, my little heart can not take over this emotion. As I did not use bats and walked faster, I find myself in a bad state. Take this opportunity to write a little [is funny now to read what was written in the emotion of the moment] and post messages on time. Around 6:15 a.m. appears a van coming deliver food. I ask the Lord where I am, how far away from Ponte Ulla, “1 km”, “Really ??” I’m really excited with the news, so give me time to wait for dawn and still arrive in time to catch the boys. He asks me if I want a donut, you feel comfortable out of the box, so nice! Shortly after the employee reaches the Hotel to open the bar and when I asked him where I am, tell me that after missing 3km until my first goal. Ai, ai … So there’s a little more light, I again put the backpack on his back, but now the body does not react so well the way, I have to slow down.
7:30 am phone Antoine, not only to wish good way, but whether already underway or to take the breakfast. Bad news is already far as the biological clock already has its own routine, although they scheduled sleep some more, and did not get started walking at 7am. Disillusionment, now is not the same catch! Antonio to tell you that I am in your EnCalcE but apparently, only we’ll see in Compostela.
It is true that the effort to surprise fell to the ground, but still will arrive today and give you a snuggly hug him who always me (and) wait. Thinking that time revitalizes me, and He S.Tiago as his intermediary, were the ones who captivated and challenged me for this endeavor from the start.
Step Ponte Ulla and decide to continue until the National Knoll, and then later return to the path itself. Small breaks are increasing and when I find a cafe, I stop to take a long break. When I ask where I am, I’ve been there Outeiro 3 km, I am in Lestedo! So, now I have to continue to find new by the National deviation to the path.
As a surprise I dreamed no longer be held, sending a message, “Dear Gordy, bears some battery in the phone to” a “picture. (…) Buen camino y hasta luego! “Just see the message later, when they find a bar and not noticing anything I wrote (as it was supposed to be one step behind), phone and I update the information. “Where are you?” “I do not know, but I see a sign on the National that says Santiago – 12”, “In front of the bar where we see one that says: Santiago – 10. Come here have we waited for you.” Reason told me to be politically correct and not make them wait so long, despite being “only” 2 km, it would take a while to get there, but said nothing this time would not be rational.
New breath to walk when I spot the bar by the roadside, another pilgrim to me a few meters from the door to say anything, but do not give much attention, though polite. At the door I see appear Gordy, “Luisaaaaaa” had seen me get the window. It’s so good to be back with the boys !! We were there a bit, give time to rest today nor Antonio hurry to follow way. Incidentally, Gordon tells me that morning he said “Today is the last day we will slow down, the step is short, we do not hurry to get and also I feel a little constipated, it pains me to breathe.” The Gordy was surprised, but slow down was no problem. “I now realize it was to make time for you adiantásses!” :)
Now that I have more content of the review, warning that it is better to follow the path at your own pace, with another meeting scheduled for Santiago, because I can not walk normally. “After what you did today, will come with you to the end”. I miss seeing those backpacks in front of me!
Separates us only 10 km away to Santiago and never this short distance seemed so long and so painful to go through, although the breaks we were doing and the slow pace adopted.
These last moments on the road are also of reflection. “This is the one time when we remember all those who were part of this experience,” Gordon is the same, it is! Back to Seville, anxiety begin, the uncertainty of what might happen, extreme heat, cold, thirst, the wounds, the dinners, gatherings, shared stories, the hospitable people of small villages, meetings fleeting but striking, the tears, the laughter and the pilgrims, main characters in this adventure. So many and all with a different role, but essential. It’s so good to take stock, I feel so full for having lived all this is indescribable!
6 km from the end, the input Angrois, passed a bridge over the railway lines location of the tragic accident of July 24, 2013, in S.Tiago the day before, in which thousands of people were heading to Compostela to attend celebrations and participate in the party. It’s a date I ever had the good fortune to live twice “in loco” and also that year put the hypothesis to move me to Compostela for the occasion, which did not happen. The tapes, souvenirs, flowers and dedications still there and present, do not leave indifferent who passes by, impossible not to stop and think of all the departed.
The legs go on their own, mechanically, we see the Cathedral before us, the joy of being to arrive, not having to walk relief the most, the management of emotions, it is all lived with intensity, impossible to internalize as it should be , it will be for the next days. Finally arrived, blessed the picture! Heck, Gordy had same reason, we come together! “It was just a walk in the park.” :)
First we go to the Pilgrim’s Office, after looking for accommodation in the center only for today and go to the Cathedral, I have an appointment with my dear S.Tiago, always so patient waiting! We witness the Pilgrim Mass for the first time to watch it with the Botafumeiro (incense burner large) in action. A single moment!
The rest of the day is spent in slow motion. A leisurely stroll from the center Alessandro and we found the dinner the four, plus a walk, enjoy the last moments. The day was long, very long, when I get to bed I sleep deeply and peacefully!

Stages of Via de la Plata + Camino Sanabrés

Book: A Camino for All – A Pilgrim’s Diary on the Camino de Santiago, The Via de la Plata and the Camino Sanabrés

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4 thoughts on “Camino Sanabrés: 42. Bandeira – Santiago de Compostela. Dia apoteótico / Apotheotic day

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