Camino Sanabrés: 40. Cea – Castro Dozón. Desilusão e despedida precoce / Disillusion and premature farewell

PT /EN

Etapa 40: Cea – Castro Dozón (13 km)

Se há dia em que todos os planos saíram furados, foi no de hoje e começou logo bem cedo.
Tinha fica combinado encontrar-me com os rapazes na praça no centro de Cea, eles começariam o dia mais cedo e depois seguiríamos juntos. À hora marcada nenhum deles ali está e eu e a Krystyna esperamos mais um pouco. Entretanto ela decide começar o caminho, eu fico mais um bocado à espera e como o atraso estende-se, envio-lhes mensagem a dizer que encontramo-nos algures ao longo da etapa, pois já não deverão estar longe.

Esta etapa tem duas opções, o caminho oficial, por Cotelas e um desvio, para visitar o Mosteiro de Oseira. Dada a minha condição física e o ojbectico de chegar hoje a A Laxe (37,3 km), decido não acrescentar quilómetros extra aos já muitos que me esperam. Com excepção do Gordon e do Antonio que também têm como objectivo esse final de etapa, todos os outros irão por Oseira e acabarão a etapa em Castro Dozón.

Deixo então a praça de Cea e sigo as indicações do guia, já que a sinalização é parca. Passo por um painel de homenagem às padeiras, já que Cea é sobejamente conhecida pelo seu pão e pouco depois ando perdida. Pergunto à única pessoa que vejo a esta hora da manhã, um senhor numa carrinha, mas ele não faz ideia nenhuma de qual seja  o trajecto. Depois de algumas voltas, reencontro as setas e agora sigo pela berma da estrada até Silvaboa (4,5 km).

Como não encontro nenhum café aberto, continuo a caminhar a um ritmo normal, sempre na esperança de que os rapazes me apanhem a qualquer momento. O caminho nesta fase é um entra e sai constante da estrada, com desvios por zonas de bosque/floresta. Nesta altura, já estou habituada a caminhar só e tenho a confiança necessária, mas reconheço que quando são zonas de floresta, muitas árvores e arbustos com pouca visibilidade para o que está a uma curta distância, apesar de a paisagem ser bonita, deixa-me mais desconfortável. No início da Via de la Plata, quando caminhávamos entre campos de cultivo em que tínhamos visão periférica num quilómetro de distância, dava outra segurança, pelo menos se aparecesse alguém, já o estávamos a ver há muito tempo. Tento focar-me apenas nos pontos positivos e apreciar a Mãe Natureza! Ainda há pouco vi um carro patrulha, aliás, ao longo de todo o caminho já vi vários, o que também acaba por dar um sentimento de segurança.

A certa altura de regresso à estrada, vejo um cão na faixa do lado oposto a cerca de 30 metros, começa a ladrar e a vir na minha direcção. Oh, caramba! Continuo a andar sempre com um olho nele, em último caso, tenho os bastões para utilizar. Ali não há nada, só uma casa ao fundo e nem carros passam na estrada. O objectivo é chegar à casa, há um carro estacionado à porta da mesma e alguém está a pôr coisas na bagageira. Continuo a andar num passo acelerado, mas sem correr (também não conseguiria) e quando estou mesmo a chegar perto da casa, o condutor liga o carro e vai embora. Olho para trás, vejo o cão a afastar-se e fico aliviada, volto a olhar para trás e, afinal, ele foi chamar um amigo mais pequeno e agora vêm os dois na minha direcção. Engraçado que eles vêm sempre à mesma velocidade que eu mantendo constante a distância entre nós, quando paro eles rosnam, mas também nunca correm desalmadamente na minha direcção, menos mal! Quando mais à frente uma seta indica para voltar a entrar num trilho, eles dão meia volta e vão embora. Às tantas não queriam fazer nada, eram só um incentivo para ganhar ritmo e andar mais depressa (o que acabou por não ser positivo, dado que forcei a perna que, hoje, está em muito más condições).

O Gordon envia mensagem “Onde estás?”, “Não faço ideia, mas sigo as setas.. vemo-nos em C. Dozón”. O guia seguia por Oseira, portanto faz tempo que não sei exactamente onde estou.

Os últimos quilómetros até Castro Dozón são sempre entre natureza e uma estrada de terra, a paisagem é linda, agora menos intensa dando-nos noção de tudo o que nos rodeia, o céu está azul sem núvens, o sol já aquece muito e não há sombras. Os meus pensamentos são tão profundos quanto “Só mais um passo, mais um passo, vamos até aquele cruzamento, agora até ao final da recta, …” Sempre a colocar pequenos objectivos para ir avançando e não desmotivar, pois as dores (da tendinite na perna e das plantas dos pés) tornaram-se insuportáveis.

A chegada a Castro Dozón foi um alívio imenso, páro no primeiro bar, aviso os rapazes que parecem estar próximos, peço algo fresco, junto-me ao Alessandro e tiro as sapatilhas em busca de algum conforto para os pés. Estou a ver o caso mal parado, apesar de continuar a tomar medicação, deitar pomada e colocar gelo, há muito que nada parece fazer efeito. Os rapazes chegam, afinal devemos ter estado todos sempre relativamente perto.

Tenho a sensação de me afundar na cadeira com um sentimento de cansaço imenso, desmotivação, dores, falta de energia, incapacidade para continuar. Ninguém é de ferro, a realidade abateu-se subitamente sobre mim. Talvez não tenha sido assim tão subitamente, talvez os avisos tivessem surgido nos últimos dias, avisando que tinha de abrandar ou mesmo fazer uma pausa, mas nunca coloquei isso como hipótese e, agora, sinto que me tiram o tapete debaixo dos pés. Até ao final da etapa esperam-nos 20km sem qualquer opção de alojamento pelo meio, eu sei disso, já tinha estudado o guia ontem, mas ainda assim volto a ler e reler à procura de algo que ainda não tivesse visto. Talvez haja algo a uma distância mais curta e eu ainda possa ir até lá. Peço o guia do António e o guia do Alessandro e ainda insatisfeita pergunto no bar se não existirá alojamento privado em caso de extrema necessidade. Nada! O Antonio está ao bar quando peço a informação e apercebe-se do que se seguirá. Digo-lhe que hoje atingi o meu limite e não vou poder continuar, ele compreende, acha que é o mais sensato, que já devia tê-lo feito e, de qualquer forma, temos encontro marcado em Santiago, é apenas um até já. Vou até à mesa falar com o Gordon, o Alessandro entretanto já retomou a caminhada, comunico a decisão e, desta vez, ele sabe que não é uma mera hipótese como algumas vezes falamos. “Não te vou deixar sozinha.” Tento esboçar um sorriso, mas sabemos que isso não é possível, há um voo para apanhar, o tempo não dá tréguas.

Saímos do café, tanto a continuação do caminho, como do albergue seguem a mesma direcção e seguimos os três a tentar cortar o silêncio com banalidades para tentar sorrir e tornar o momento menos penoso. Quando o caminho bifurca, despedimo-nos, o momento mais duro que tive em 1000 km e vejo-os desaparecer atrás da igreja. Continuo até ao albergue o mais contida que posso e sem reparar que do outro lado, depois de passar a igreja e algumas árvores, eles voltam a estar visíveis. Reparo apenas quando oiço a voz do Gordon “Niñaaaaaaaaaaa” e o Antonio a cantar a “minha” canção (“C’est une poupée qui fait non…non…non…non… Toute la journée elle fait non…non..non…non…”). Aí “desmanchei-me” e fiquei a vê-los a afastar-se enquanto, lentamente, chegava ao albergue.

Entrei no albergue, não estava ninguém ainda, descansei um pouco, arrumei as minhas coisas, chegou o Luis que disse qualquer coisa e quando lhe respondi, viu que estava com a cara inchada e não voltou a dizer mais nada. Decido ir tomar banho, estar sossegada e acabo por perder a noção do tempo. Durante um tempo infinito correu muita água e saí dali desidratada. Não foi apenas ter deixado os rapazes depois de um mês de caminho partilhado, algumas palavras mais amargas, mas muita conversa, muita boa disposição, muita partilha no seu todo. Além de tudo isso, é a decepção pessoal de morrer à beira da praia, do corpo não estar a corresponder ao que tinha idealizado. Era suposto que as mazelas tivessem aparecido mais cedo e nesta fase já estivesse novamente em grande forma para chegar a Santiago tranquila, mas não, estava tudo virado do avesso!

Faço as tarefas necessárias apenas pela rotina, não dedico especial atenção a nenhuma delas. Os objectivos de hoje são descansar o máximo possível e ler os guias para redefinir etapas. Apesar de me sentir inconsolável, é reconfortante estar rodeada de caras familiares e até uma oportunidade de as conhecer melhor. Acabamos por nos juntar todos no bar perto do albergue, depois no próprio albergue. A Manuela anda a fazer investigação para o seu trabalho final sobre as motivações que nos levam ao Caminho de Santiago e já tinha pedido há alguns dias para fazer a entrevista, hoje acaba por ser o dia. Também agrada-me a oportunidade de conhecer melhor a A. e o V., tutora e jovem “em risco”. [Na França e Alemanha há um programa para jovens em situação de risco, que em vez de ficarem numa casa de recuperação, cumprem a “pena” em quilómetros, quase sempre a acima de 1000, o que corresponde a uns 2 a 3 meses no Caminho. No meu segundo dia, em Almaden de la Plata, também encontrei outro par, o B. e o U. Ambos tinham começado em Sevilha, chegariam a Santiago e depois iriam percorrer o Caminho Francês ao inverso. Este tempo de afastamento da sua casa, país e zona de conforto, assim como toda a experiência de caminhada, encontro com terceiros e acompanhamento do tutor, é uma terapia intensiva e profunda. Pessoalmente, agrada-me bastante a ideia e os objectivos deste trabalho e, depois de ter visto na prática, ainda que por pouco tempo, ainda fico mais rendida. Embora sendo jovens diferentes, quando encontrei o U. no segundo dia, parecia perdido, contrariado, talvez não estivesse à espera que fosse tão duro fisicamente, era notória uma certa crispação no ar, embora com os demais fosse simpático. Agora com o V., que já teve a oportunidade de caminhar e reflectir bastante, a postura é outra, ele próprio reconhece o caminho que tem feito, as asneiras que fez inicialmente, os conflitos com a tutora e as confrontações pessoais, mas sente-se cada vez mais em paz. Começou um pouco contrariado, mas agora sente-se em condições de desfrutar o que ainda lhe resta. Não sei como era antes, não tenho base para comparações, mas ouvi-lo falar dá um gosto enorme! Está a tentar aprender algumas palavras de espanhol e nalgumas coisas já se desenrasca. O contacto com tantas pessoas diferentes fizeram-no despertar para outras realidades, outros mundos e outras línguas, agora quer aprender idiomas. Fico a torcer para que não perca este entusiasmo e brilho nos olhos, eu fiquei cativada!]

O dia termina em paz, vemos o pôr-do-sol do jardim do albergue, ficamos o serão à conversa à volta de uma mesa e descansamos. Amanhã irei continuar o caminho com a Krystyna, anima-me saber que, pelo menos amanhã de manhã, não estarei só.

Etapas Via de la Plata + Camino Sanabrés

LivroUm Caminho para Todos – Diário de uma peregrina no Caminho de Santiago, Via de la Plata e Camino Sanabrés

_________

EN

Stage 40: Cea – Castro Dozón (13 km)

(Translation in progress… google translation for now) :\

 If there day when all planes left bored, it was in today and soon began early.
Had is combined meet with the boys in the square in the center of Cea, they would start the day early and then would follow together. In the appointment neither is there and I hope Krystyna and more. However she decides to start the way, I get a bit more waiting and how the delay extends, sending them a message to say that we find ourselves somewhere along the step because should no longer be far away.
This step has two options, the official way, for Cotelas and a detour to visit the Oseira Monastery. Given my physical condition and the ojbectico arriving today to the Laxe (37.3 km), decided not to add extra kilometers to the many already waiting for me. Except Gordon and Antonio also aim to this final step, all the others will Oseira and eventually by step in Castro Dozón.
Then leave the square of Cea and follow the guide’s instructions, since the signage is meager. Step by a panel of honor of the bakers, as Cea is well known for its bread and soon walk lost. Ask the only person I see at this time of morning, a man in a van, but he has no idea either of what the route. After a few turns, reunion arrows and now follow the side of the road to Silvaboa (4.5 km).
As no cafe open meeting, I continue to walk at a normal pace, always hoping that the boys overtake me at any time. The path at this stage is a constant in and out of the road, with detours for forest zones / forest. At this point, I’m used to walk alone and have the confidence, but I recognize that when forest areas, many trees and shrubs with little visibility into what’s within walking distance, although the landscape is beautiful, let me more uncomfortable. Early in the Via de la Plata, as we walked between cultivated fields where we had peripheral vision a kilometer away, it took another security, at least if someone showed up, we were already seeing a long time. I try to focus on me only on the positives and enjoy Mother Nature! Just now I saw a patrol car, in fact, throughout the way’ve seen several, which also ends up giving a sense of security.
At one point in returning to the road, I see a dog on the opposite range to about 30 meters, starts barking and coming towards me. Oh, damn! I continue to walk always with an eye on him, ultimately, I have bats to use. Here there is nothing, just a house in the background and no cars passing on the road. The aim is to get to the house, there is a car parked at the door of it and someone is putting things in the trunk. I continue to walk a brisk pace, but without running (also could not) and when I’m even coming close to the house, the driver starts the car and drives away. I look back, I see the dog to walk away and I’m relieved, I again look back and, after all, he was calling a smaller friend and now both come towards me. Funny that they always come at the same speed I keeping constant the distance between us, when I stop they growl, but never run desalmadamente at me, less evil! When later an arrow indicates to re-enter a track, they make a half turn and leave. Many wanted to do nothing, were only an incentive to gain pace and go faster (which turned out to be positive, since it forced the leg that today is in very poor condition).
Gordon sends message “Where are you?” “No idea, but I follow the arrows .. we find ourselves in C. Dozón”. The guide followed by Oseira so long ago I do not know exactly where I am.
The last kilometers to Castro Dozón are always between nature and a dirt road, the scenery is beautiful, far less intense giving the sense of everything around us, the sky is blue cloudless, the sun was very hot and there is no shadows. My thoughts are as deep as “just another step, another step, let’s go to that intersection, now until the end of the line …” Always put small goals to go forward and not discouraging because the pain (of tendinitis in his leg and the soles of the feet) become unbearable.
The arrival in Castro Dozón was an immense relief, I stop at the first bar, warning the boys who appear to be close, I ask something fresh, I join the Alessandro and shot sneakers looking for some comfort for the feet. I see the nonperforming case, despite continuing to take medication, lie down and put ice cream, there is much that nothing seems to take effect. The boys arrive, after all we have all kept fairly close.
I get the feeling sink in my chair with a feeling of immense fatigue, lack of motivation, pain, lack of energy, inability to continue. No one is iron, reality struck suddenly upon me. Maybe it was not so suddenly, perhaps Warnings had emerged in recent days, warning that he had to slow down or even pause, but never put it as hypothesis and now I feel that I take the rug under his feet. By the end of the stage are expected to 20km without any option of accommodation in the middle, I know that, had studied the guide yesterday, yet again I read and reread looking for something that had not yet seen. Maybe there is something to a shorter distance and I can still go there. I ask the guide of Antonio and Alessandro guide and still unsatisfied ask at the bar if there will be private accommodation in case of dire need. Nothing! Antonio is at the bar when I ask the information and realizes what will follow. I tell you today reached my limit and I could not continue, he understands, thinks it is wiser, he should already have done it and, anyway, we have an appointment in Santiago, is just one to have. I walk over to the table to talk with Gordon, Alessandro however already resumed the walk, communicate the decision and this time, he knows that is not a mere hypothesis as sometimes we speak. “I will not leave you alone.” I try to smile, but we know that this is not possible, there is a flight to catch, time does not give truce.
Coffee left, both the continuation of the way, as the hostel follow the same direction and followed the three to try to cut the silence with platitudes to try to smile and make less painful moment. When the path forks, we close, the hardest moment you had in 1000 km and see them disappear behind the church. I keep up to the most contained hostel can and no notice that the other side, after passing the church and some trees, they go back to being visible. Repair only when I hear the voice of Gordon “Niñaaaaaaaaaaa” and Antonio singing “my” song (“C’est une poupée qui fait non … … … non non non … Toute la journée elle fait non non..non … … non … “). Then “I frogged me” and I see them moving away while slowly came to the hostel.
I entered the hostel, there was no one yet, I rested a bit, I packed my stuff, got Luis who said anything and when I answered him, saw that he was with the bloated face and did not return to say any more. I decide to take a shower, be quiet and end up losing track of time. During an infinite time it ran plenty of water and left there dehydrated. It was not just leaving the boys after a month of shared path, some more bitter words, but a lot of talk, a lot of good humor, a lot of sharing as a whole. On top of this is the personal disappointment of dying on the beachfront, the body is not the match I dreamed. It was supposed that the wounds had appeared earlier and at this stage was already back in a big way to reach Santiago quiet, but no, everything was turned upside down!
Do the necessary tasks only by routine, not devote special attention to any of them. Today’s objectives are to rest as much as possible and read the guides to reset steps. Even though I feel heartbroken, it is comforting to be surrounded by familiar faces and even a chance to know them better. We ended up joining us all at the bar near the hostel after the hostel itself. The Manuela is doing research for his final work on the motivations that lead us to the Camino de Santiago and had already asked a few days to do the interview today turns out to be the day. It also pleases me the opportunity to learn about the A. and V., tutor and youth “at risk”. [In France and Germany there is a program for youth at risk, which instead of being a halfway house, meet the “penalty” in kilometers, almost always above 1000, which corresponds to about 2 to 3 months in way. On my second day in Almaden de la Plata, also I found another couple, B. and U. Both had begun in Seville, arrive to Santiago and then would go through the French Way in reverse. This time off of your home country and comfort zone, as well as all the hiking experience, meeting with others and follow the tutor, is an intensive and deep therapy. Personally, I am glad enough the idea and objectives of this work and, after having seen in practice, even for a short time, I still get more surrendered. Although being different young when I met the U. on the second day, seemed lost, upset, perhaps was not expecting it to be so hard physically, was notorious a certain edginess in the air, while with the other it was nice. Now with V., who has had the opportunity to walk and reflect rather, the position is different, he admits the way it has done, the blunders that made initially, conflicts with the tutor and personal confrontations, but Sit increasingly alone. It got a little upset, but now feels able to enjoy what you have left. I do not know how it was before, I have no basis for comparison, but to hear him talk gives a huge taste! You are trying to learn a few words of Spanish and some things have to fend. The contact with so many different people made him wake up to other realities, other worlds and other languages, now wants to learn languages. I’m rooting for you do not lose this enthusiasm and twinkle in his eye, I was captivated!]
The day ends in peace, we see the going down of the sun hostel’s garden, we will be chatting around a table and rest. Tomorrow I will continue the way with Krystyna, encourages me to know that at least tomorrow morning, I will not be alone.

Stages of Via de la Plata + Camino Sanabrés

Book: A Camino for All – A Pilgrim’s Diary on the Camino de Santiago, The Via de la Plata and the Camino Sanabrés

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s