Camino Sanabrés: 30. Tabara – Santa Croya de la Tera. Estás feliz? / Are you happy?

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Etapa 30: Tabara – Santa Croya de la Tera (22,6 km)

A noite não foi muito descansada e acordo com alguma preguiça. Tomamos o pequeno-almoço comunitário e saímos, eu sem grande entusiasmo. Apesar de estar fresquito a esta hora matinal, como vou caminhar, não consigo ter o pullover vestido e isso traduz-se em peso extra na mochila. É certo que ele é bem quentinho, mas a lã pesa e muito!

Demoro a aquecer os motores, caminho um pouco com Michel, francês que conheci ontem no albergue, vejo a Sabrine, alemã que também só a vi desde ontem, mas assim que ganho ritmo consigo acompanhar o Gordy e o António.

Ao fim de 1 km de estrada, entamos num trilho mais agradável que nos acompanhará por algum tempo. Felizmente o bom tempo voltou, caso contrário, teríamos muita lama a dificultar-nos a vida. Estou admirada comigo (e os rapazes também), por estar a conseguir caminhar tão bem e aproveito o momento o melhor que posso. Entre árvores e flores, uma subida mais inclinada e descidas suaves, lá vamos nós a gozar o caminho e a boa energia.

Ao quilómetro 14,6 chegamos a Bercianos de Valverde e fazemos uma pausa para repor energias. Hoje temos direito a gulodices, faz 1 mês que estamos no Caminho e cerca de 20 dias que caminhamos “juntos”, é uma desculpa como qualquer outra para festejar! Na verdade, 20 dias a partilhar Caminho é uma experiência intensa (com algumas pessoas que estão mais perto nunca vivi tanto…).
O dono do bar é muito simpático e acaba por se juntar a nós na mesa, quer saber de onde somos e tenta arranjar sempre alguma referência ao nosso país de origem. “Portuguesa? Viu o ciclista que estava a sair quando vocês entraram? Era português!” Em todo o caminho não encontrei nenhum, bom, pelos vistos encontrei, mas não falei nem me cruzei com outro que fosse identificável. Pelos vistos, na Via de la Plata ainda não há muitos tugas, mas o Senhor faz-me questão de mostrar o livro de visitas com a assinatura de alguns portugueses que por ali já tinham passado. Reconheço um dos nomes, embora não conheça pessoalmente, identifiquei de um dos grupos de peregrinos que sigo via Facebook. Mundo pequenino!

Deixamos o café depois de uma longa pausa e mais longa se teria tornado por vontade do dono que é um bom conversador, para voltarmos ao trilho agradável que atravessa o bosque.

A chegada a Santa Croya de Tera cativa-nos a atenção, pois todas as casas estão bem cuidadas, com flores coloridas tanto sejam num jardim de entrada ou apenas em pequenos vasos apoiados nos beirais das janelas. Ali nota-se uma atenção ao pormenor, em ter as casas mimosas.

Em direcção ao albergue encontramos os irmãos Armel e Loïc, Krystyna e mais tarde Michel. O espaço é muito agradável e aproveitamos para usufruir do jardim para descansar e conviver.

De tarde aproveito para ir a um mini mercado e compro umas palmilhas na tentativa de melhorar um pouco o conforto dos meus ricos pés. Michel aprecia o estado das minhas sapatilhas e diz-me que tenho de arranjar umas novas, caso contrário, não chegarei a Santiago. Todos concordam que o estado é lastimável, mas por ali não há lojas que ajudem a resolver o problema.

Só ao final do dia apercebo-me que não era suposto ter-mos parado aqui, mas sim na terra seguinte “Santa Marta de Tera”, que é apenas meio quilómetro adiante, mas o albergue é municipal e, por isso, mais barato. Enfim, já que cá estamos, aproveitamos e é bom ficar entre malta conhecida.
Ao serão, ainda tivemos direito a um chupito, cortesia do albergue e o resto de vinho dos que lá jantaram “só para brindar”, claro! :)

Pontos finais: Recebo uma sms pouco comum que me pergunta “Estás feliz?” e isso deixa-me  algum tempo a olhar para o visor. Uau! Tantas vezes as perguntas são “Quantos km por dia?”, “Em quantos dias?”, etc., e receber algo assim é mesmo pouco habitual. Estou cansada, continuo a caminhar à base de medicação, mas sim, estou aonde quero estar, a receber diariamente mais do que mereço, a superar-me continuamente e isso, só me poderia deixar feliz! Muito!

Etapas Via de la Plata + Camino Sanabrés

LivroUm Caminho para Todos – Diário de uma peregrina no Caminho de Santiago, Via de la Plata e Camino Sanabrés

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EN

Stage 30: Tabara – Santa Croya de la Tera (22,6 km)

(Translation in progress… google translation for now) :\

 The night was not very restful, according to some laziness. We take the Community breakfast and went out, I halfheartedly. Despite being fresquito this early hour, as I will walk, I can not get pullover dress and this translates into extra weight in the backpack. It is true that it is nice and warm, but the wool weighs a lot!
It takes the heat engines, the way a bit with Michel, a Frenchman who met yesterday at the hostel, I see Sabrine, a German who also only seen her since yesterday, but so can gain rhythm track Gordy and Antonio.
After 1 km of road, entamos a pleasant trail that will accompany us for some time. Fortunately the good weather returned, otherwise we would have a lot of mud hampering our lives. I’m amazed me (and boys too), to be able to walk so well and I take the time as best I can. Among trees and flowers, more prone to rise and gentle descents, off we go to enjoy the path and good energy.
At km 14.6 we come to Bercianos of Valverde and we pause to gain energy. Today we have the right to delicacies, is one month we’re on the Path and about 20 days we walk “together,” is an excuse as any to celebrate! In fact, 20 days to share Path is an intense experience (with some people who are closer never lived so …).
The bartender is very friendly and just for joining us at the table, want to know where we are and always tries to find some reference to our country. “Portuguese? He saw the cyclist who was to leave when you entered? It was Portuguese! “In all the way found none, good, apparently found, but did not speak or bumped me with another that was identifiable. Apparently, the Via de la Plata not many tugas, but the Lord makes me keen to show the guestbook with the signing of some Portuguese who had passed that way. I recognize one of the names, though not know personally, I identified a group of pilgrims who follow via Facebook. Little world!
We left the cafe after a long pause and longer would have become by the will of the owner who is a good conversationalist, to go back to the nice trail that runs through the woods.
The arrival of the Santa Croya Tera captivates our attention because all homes are well cared for, with colorful flowers are both an entrance garden or only in small pots resting on the eaves of windows. There is noted an attention to detail, in having mimosas houses.
Towards the hostel we found the brothers Armel and Loïc, Krystyna and later Michel. The space is very nice and we would use the garden to relax and socialize.
In the afternoon I take to go to a mini market and buy some insoles in an attempt to improve a little comfort of my rich feet. Michel enjoys the status of my shoes and tell me I have to get some new, otherwise I will not get to Santiago. Everyone agrees that the state is deplorable, but there’s no shops to help resolve the issue.
Only at the end of the day I realize that was not supposed to still have them here, but the next land “Santa Marta de Tera”, which is only half a kilometer ahead, but the hostel is municipal and therefore cheaper. Anyway, since we’re here, we take advantage of and it is good to be known among guys.
In the evening, we still had the right to a chupito, courtesy of the hostel and the rest of wine of those who dined there “just to toast”, of course! :)
Endpoints: I get an unusual sms asking me “Are you happy?” And that makes me some time looking at the display. Wow! So often the questions are “How many kilometers a day?”, “How many days?”, Etc., and receive something really unusual. I’m tired, I continue to walk to medication base, but yes, I’m where I want to be, getting daily more than I deserve, continuously overcome me and this just might let me happy! Very!

Stages of Via de la Plata + Camino Sanabrés

Book: A Camino for All – A Pilgrim’s Diary on the Camino de Santiago, The Via de la Plata and the Camino Sanabrés

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