Via de la Plata: 6. Monesterio – Calzadilla de los Barros. Estar só não é solidão / Being alone is not solitude

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Etapa 6: Monesterio – Calzadilla de los Barros (27,6 km)

Noite bem dormida, energia e boa disposição repostas!

À saída do albergue, conheço o Jürgen, um alemão, que me acompanha um pouco. Pretende fazer uma etapa muito mais comprida que a minha. A caminhada conjunta acabou por se alongar um pouco mais do que o inicialmente previsto, com a partilha das nossas histórias. Ele, após um divórcio e numa altura em que as coisas a nível profissional se complicaram, tinha tido uma depressão. Fez uma pausa, foi mudando de vida, começou a melhorar, mais tarde voltou a casar e nasceu um filhote há poucos meses. Sentiu que fazer o caminho seria um marco importante na nova fase da sua vida.

Uma das vantagens de ir mais devagar, é conhecer muitos peregrinos, afinal de contas, quase todos passam por nós. :)

Apesar de não fazer muitas perguntas, gosto de ouvir as histórias de vida das outras pessoas. É interessante o rumo que cada um leva e a forma como vai encarando e avançando ao longo dos mesmos. Aqui, num curto espaço de tempo, temos o privilégio de conhecer tanta gente e os seus percursos.

O Jürgen já aqueceu e decide acelerar o passo, ficando sozinha em mais uma etapa entre quintas (abre cancela, fecha cancela) e extensas áreas de campos de cultivo. Caminhar sozinha implica atenção redobrada, atenção essa que muitas vezes não a tenho. Não raras vezes tive de voltar atrás para verificar se tinha visto bem a direcção indicada.

Campos e campos, sol, calor, muito calor!

Passo por uma casa, Villa Camino de Santiago, chama a atenção pelos painéis indicativos das distâncias. À direita vejo “A Sevilla – 114 Km”, UAU! À esquerda “A Santiago – 889 Km”, caramba!, ainda falta tanto!

Depois de uma breve pausa às portas da Villa, continuo a jornada até Fuente de Cantos. Apesar do calor, sinto-me bem e decido que em vez de procurar o albergue e terminar a etapa, irei procurar um bar, beber algo para refrescar e restabelecer a temperatura normal do corpo e seguir por mais 6 km até Calzadilla de los Barros.

Recomeço a viagem com energia, mas ao fim de 2 km sinto-me a quebrar com rapidez. Deveria ter ficado na povoação anterior, mas agora, voltar atrás não é opção!

Logo à entrada de Calzadilla de los Barros, tem um banco que parece estar mesmo à minha espera! Sento-me, tiro as sapatilhas, massajo os pés, preciso descansar antes mesmo de procurar a pensão (a única opção de alojamento por ali). Passa a proprietária da pensão de carro, pergunta se quero boleia, apesar de ser a poucos metros dali. Respondo-lhe que não, irei a pé até ao fim, mas esses 200 metros foram custosos.

O resto do dia seria muito tranquilo a descansar e falar com a “hospitaleira”, Ali só ficaram mais 3 peregrinos, duas alemães que nunca tinha visto até então e o senhor com o cachorrinho que tinha arranjado problemas no albergue de Almaden de la Plata.

Etapas Via de la Plata

LivroUm Caminho para Todos – Diário de uma peregrina no Caminho de Santiago, Via de la Plata e Camino Sanabrés

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EN

Stage 6: Monesterio – Calzadilla de los Barros (27,6 km)

(Translation in progress… google translation for now) :\

Nothing like a good night’s rest to regain energy and a good mood!

Just outside the hostel I say farewell again the French couple who took breakfast and soon after, already abroad, meeting Yogan, a German, grappling with the guide, unsure of what path to follow. We had to make a short detour to get back on track and I had a photocopy to the map, made available yesterday by hospitable.

Yogan decides to accompany me a little, for him my normal pace served as a warm-up for their long journey, intending to make a much longer step than mine. One of the advantages of going slower, is to know many pilgrims, after all, almost all pass us by. :)

The journey together eventually stretch a little more than originally planned, with the sharing of our stories. He, after a divorce and a time when things professionally is complicated, had had a depression. He paused, was changing life began to improve later remarried and gave birth to a cub a few months ago. He felt the way to do it would be an important milestone in the new stage of your life.

As a rule, I do not do a lot of questions, but I like to hear the life stories of others. It is interesting the way that each one takes and how will facing and forward along the same. Here, in a short time, we have the privilege of meeting so many people and their routes.

The Yogan has warmed and decides to accelerate the pace, staying alone in another stage between Fifth (opens gate, closes gate) and large areas of cultivated fields. The signage is meager, because the forks are few along the long straights. At one point, I begin to wonder if I would not have cheated at the last intersection, since for more than half an hour we see no arrow. Walk alone implies increased attention, attention that they often do not have entertained with 1001 ideas, photos and landscapes. Too often I had to go back to see if he had seen and the direction of, and now began to doubt once more would not have been distracted. I decide to continue forward, and at the next junction not find anything, I will go through the land to a village that I see in the distance. Fortunately, after a slight curve around a hill, I see Yogan preparing to put the backpack on his back. I had chosen one of the few places with shade to take a long break and now turned his way. I was relieved, I was on the right track!

Fields and fields, sun, heat, very hot!

I pass a house, Villa Camino de Santiago, which strikes me the indicative panels distances. I look to the right and see “The Sevilla – 114 km,” WOW !, I’m glad because I’ve been all this !! Then I look to the left “The Santiago – 889 Km”, dammit !, still lack so much.

After a brief pause at the gates of Villa, continue the journey to Fuente de Cantos. Despite the heat, I feel well and decided that instead of looking for the hostel and finish the stage, I will look for a bar, have a drink to refresh and restore normal body temperature and then for another 6 km to Calzadilla de los Barros.

The bar found was part of something connected to seniors and it was with some curiosity that the occupants were to see me arrive. One of them came to talk while doing time to give rest the foot and the focus of almost all the other no longer the television to follow the conversation short.

Beginning the trip with energy, but after 2 km I feel the break quickly. Apparently, I should have stayed in town before, but now, the way is forward!

At the entrance of Calzadilla de los Barros, you have a bank that seems to be even waiting for me! I sit, shot sneakers, massajo feet, need to rest before they seek the board (the only option of accommodation around there). Pass the owner of the car pension, asks if I want to ride, despite being a few meters away. Answer him not, I’ll walk to the end, but those 200 meters were costly.

The rest of the day would be very quiet to rest and talk to the “hospitable” There were only 3 more pilgrims, two Germans who had never seen before and the Lord with the puppy she had found problems in the hostel Almaden de la Plata.

Stages of Via de la Plata

Book: A Camino for All – A Pilgrim’s Diary on the Camino de Santiago, The Via de la Plata and the Camino Sanabrés

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