“Primeiro estranha-se, depois entranha-se!”

DSC09920De há uns meses a esta parte, o silêncio abunda.
No início é estranho, parece que falta algo, depois torna-se absolutamente delicioso e companheiro.

Com a mudança de casa instalou-se o silêncio, sem televisão, sem rádio e por “longos” períodos, sem computador e internet.
Após a estranheza inicial, arranja-se novas opções. Voltei a ler com um pouco mais de assiduidade, comecei a escrever um pouco mais, a ter vontade de sair, a não ter pressa ao estar com amigos, a ir ao teatro, a ouvir poesia ou a ir a “actividades alternativas” (que não são mais do que actividades com pouco público, mas não menos prazerosas). Quando falta algum movimento, abro as janelas e deixo que o reboliço exterior entre um pouco dentro de casa.

Certo dia, liga um operador da rede móvel e perante as habituais perguntas do que temos ou deixamos de ter, de modo a tentar vender os pacotes do dia, fica admirado e em tom de brincadeira diz: “Desculpe que lhe diga, mas a sua vida deve ser uma grande chatice.” A conversa durou mais um pouco num tom muito divertido, pois supostamente, “já ninguém vive assim”.

No Caminho há muitos que procuram este silêncio e desapego tecnológico, mas no dia-a-dia não é impossível de o conseguir.  :)

“Uma chatice”? Pelo contrário, agora sim, está cada vez mais interessante. :)

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