Do Virtual ao Real

Amigo Virtual, amizade realConforme anteriormente mencionado (aqui), este espaço aos poucos tem passado do virtual para o real. Tenho conhecido algumas pessoas que acompanham este cantinho e outras de grupos que sigo. Se inicialmente essa ideia não estava nos planos, fico contente por tal acontecer. Fico sobretudo contente, quando o contacto se mantém após o primeiro “choque”, pois não sou, de certeza absoluta, a ideia que de mim podem fazer apenas pela leitura do blog.

…não sou aventureira, nem corajosa, apesar dos caminhos feitos. Sou uma “caguinchas”!! Basta uma descida mais íngreme, um terreno escorregadio, uma pequena altura e paraliso (aqui). Recentemente, numa caminhada com um grupo (Borealis), pedi a muita gente para me dar a mão e, mesmo assim, ainda arranjei um espaço livre para ir ao chão.

…não sou optimista. Pensar em partir sozinha para um Caminho, faz-me pensar em 1001 situações possíveis, embora na prática, nunca tivesse acontecido nenhuma delas, nem com as pessoas que conheço. Felizmente, esta criatividade não me faz desistir de partir.

…não sou tão ponderada. Saber que quem acompanha tem maneiras de pensar e sensibilidade diferentes da minha, faz-me ponderar e tentar compreender outros pontos de vista antes de opinar ou, pelo menos, ter mais cuidado na forma de transmitir essa mesma opinião.

…não sou tão organizada de ideias. Escrever tem este efeito positivo de me ajudar a estruturar um pouco melhor as ideias. Pena que  no dia-a-dia, no discurso verbal, não haja tempo para essa preparação.

…não sou atleta. Ganhei o gosto de caminhar, aos poucos vou perdendo o receio de participar em caminhadas de grupo sem stressar com a ideia de poder empatar os outros e a impreparação física ainda é grande. No entanto, a vontade de continuar neste percurso é grande.. e cada vez maior!

…não vivo dos feitos do passado. Às vezes noto que para alguns, o facto de ter feito o caminho Francês é como um “selo de qualidade”, para outros, uma forma de exigir mais (nem que seja para ir tirar uma fotocópia no outro lado do corredor “Fizeste um mês de caminho e não podes ir ali?”). O que está feito, está feito, tem apenas a vantagem da experiência vivida e de servir de reforço positivo para mim, embora o que conte mesmo, é o próximo caminho, o próximo objectivo. Até porque o mérito não é meu, é nosso!

“Não contes comigo naquilo que eu não sou, mas naquilo que eu sou, não te desiludirei. ”
(Nota: Baseado numa frase lida há alguns anos, num livro de MST, a qual não encontrei para transcrever correctamente.)

(Fonte Imagem: aqui)
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