Caminho Português, muito por aproveitar ainda!

“Segundo a “Análise económica da  peregrinação de 2011”, elaborada pela Federação Espanhola das Associações de Amigos do Caminho de Santiago, só os peregrinos tradicionais (a pé, de bicicleta e a cavalo) gastaram 188,6 milhões de euros, cabendo à Galiza arrecadar uma fatia de 28,5 milhões de euros, a quase totalidade em Santiago de Compostela, 21,8 milhões de euros. Cada peregrino fez uma despesa média diária de 38 euros e o Caminho Português gerou receitas superiores a 9 milhões de euros. À frente deste itinerário encontra-se apenas o Francês, com 81,9 milhões de euros.”

in Alguma Dor Cura a Alma, de Carlos Ferreira

Em 2010, aquando da peregrinação a Santiago, pelo Caminho Português, encontramos um casal, ela portuguesa, ele belga, que estavam a fazer o reconhecimento do caminho, com informações, fotografias, coordenadas GPS, etc., com o objectivo de documentar tudo devidamente e apresentar esse documento, se não estou em erro, ao Ministério do Turismo.
A razão principal era mostrar a potencialidade do Caminho Português, o que ainda poderia ser feito e melhorado e publicitar o ponto de partida do caminho o mais a sul de Portugal possível.
Não sei que desenvolvimentos teve esse projecto, mas é algo que julgo fazer todo o sentido!

O caminho a partir do Porto já começa a estar bem preparado para receber os peregrinos, afinal de contas, depois do Caminho Francês, é o percurso mais procurado! No entanto, poderia estar a ser melhor aproveitado desde Lisboa ou do Algarve! E já agora, com um caminho alternativo (um desvio) passando por Fátima (embora não seja histórico, pois Fátima é um acontecimento relativamente recente).

Espanha tem sabido aproveitar bem toda esta fonte de receitas à volta do Caminho de Santiago! Embora se possa dizer que isso torna o caminho mais comercial, na verdade, muito do que se faz é necessário para o mínimo conforto dos peregrinos! É o aparecimento de albergues,  restaurantes/cafés, supermercados e mercearias, farmácias, etc., que levam ao desenvolvimento de aldeias e vilas, potenciam o turismo de algumas cidades e acabam por melhorar a sinalização (setas) do próprio caminho, que é essencial para quem o percorre.

Portugal, passados todos estes anos, tem deixado passar ao lado esta fonte de receitas!
Quem vem da Austrália, do Brasil ou mesmo de outros países europeus, começar no Porto ou um pouco mais a sul, com mais 1 semana de caminho, é praticamente indiferente, mas para o país, são mais esses euros que entram! Veja-se o caso do Caminho Francês, em que são inúmeras as pessoas a percorrerem os cerca de 800km! Mais ainda, quem vem a Portugal, normalmente gosta do país e das suas gentes, é uma oportunidade de criar impacto para que regressem e/ou sejam porta-voz para outros!

(Fonte Imagem: aqui)
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