Sinais III: Água

Já não me recordo qual era a etapa do caminho Francês que estávamos a percorrer, mas o dia já ía longo, o sol queimava, o terreno era de terra batida, passávamos entre vinhas, mas sem árvores para proteger do calor e ao fundo o nosso destino (que apesar de avistarmos há tanto tempo, demoramos mais de 2horas para lá chegarmos). A água que tínhamos já era pouca, fontes de água potável não encontramos, muito menos cafés e mercearias e embora estivesse com sede, não queria beber os últimos goles do líquido precioso, pois não sabia quanto tempo levaríamos ao destino final.
Para algumas pessoas estar com fome e a refeição nunca mais ser servida é um drama e ficam irritadiços, para mim a falta de água tem o mesmo efeito! Pode-me faltar quase tudo, mas água é que não!

Estava a entrar neste estado de desespero vs necessidade, quando por nós passa um rapaz francês, que tínhamos conhecido já há alguns dias e do nada, sem pedirmos nem referirmos sequer a palavra “água” ou “sede”, pergunta-nos se queremos água. A primeira reacção foi dizer que não, pois ele próprio poderia vir a precisar. O moço retorquiu que não, pois tinha2 cantis de 1L cada e podia muito bem partilhar connosco 1L. Dito e feito! Despejou a água nas nossas garrafas e desapareceu tão depressa como tinha aparecido.

Coincidências? Talvez, mas não me parece!

Sinais: IIIIIIIV e V


(Fonte Imagem: http://alcirchiari.blogspot.pt/2012/03/fonte-de-vida.html)
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